Ilha de Marajó – Soure

Desde criança, nas aulas de Geografia, sonhava em conhecer a ilha de Marajó. Os livros diziam que era a maior ilha marítimo fluvial do mundo e que era terra da maior criação de búfalos do Brasil.

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Esta ilha sempre ficou no meu imaginário até que chegou o dia de conhecê-la. Meu primeiro pouso foi em Belém, mas minha intenção era chegar à ilha. Agora o transporte está  mais fácil  com a opção de viajar de catamarã em duas horas a partir do porto em Belém. A travessia é relativamente tranquila, por ser rio, não bate tanto como no mar.

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Ao chegar à ilha, não tinha reserva de pousada. Busquei antes na Internet e não achei nenhuma convidativa  em termos de preço e localização. Como tenho espírito aventureiro e sempre encontro pessoas boas no meu caminho, desta vez também não foi diferente. No catamarã conheci uma simpática família de Marajó, residente em Belém, que me deu carona e reservou uma pousada para mim. Do jeito que eu queria: central e com bom preço.

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Preços, na verdade, são um capítulo à parte no Brasil. Após ter viajado por muitos países, não posso entender como o Brasil pode ser tão caro pelo que oferece. Uma pousada como a que eu fiquei, custaria no máximo, uns 10 dólares na Ásia. Os preços no Brasil  não são condizentes com o salário da  maioria da população e com a qualidade do serviço. A ilha, pelo que oferece em termos de infra-estrutura é cara, principalmente para quem tem outros referenciais como eu. Mas o lugar é lindo.

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Encontrei em Soure, Marajó, a simplicidade que tanto me encanta. Uma gente hospitaleira, cordial, aberta, que gosta de conversar e se aproxima de você apenas pelo prazer de uma prosa e não como um turista para arrancar alguns trocados. Pode-se passear tranquilo pelas ruas sem ser incomodado. O ideal é ter uma bicicleta para explorar os pontos mais próximos de onde estiver hospedado e se perder pelas ruas arborizadas com  belas mangueiras.

Em Soure, as praias não são próximas, então é bom contratar um motociclista para levá-lo até lá. A praia de Barra Velha me encantou. Caminha-se por uma passarela sobre um manguezal até chegar à praia. Lá encontramos areia branca fina e árvores de raízes altas que se sobressaem quando a maré está baixa.  Há também um pequeno rio que corta a praia. Uma paisagem belíssima.

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Outra praia interessante é a  de Pesqueiro, com uma faixa extensa de  areia e barraquinhas onde se pode tomar um delicioso coco gelado. Estive nestas praias durante a semana e fora de feriado. Não as visitaria em alta temporada e fim de semana. Os paraenses gostam de música alta nas praias e são muito barulhentos. Gosto da natureza pura, sem interferência de ruídos que não sejam dos animais e das ondas. Acho que cada um poderia escutar o seu próprio som com um ipod sem incomodar os outros. Mas infelizmente ainda está distante esta realidade da cultura brasileira, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

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Outra visita que vale a pena ser feita é a Fazenda São Jerônimo. Primeiramente fazemos um passeio pelos igarapés em um canoa silenciosa, observando os pássaros e a vegetação. Depois caminhamos por uma linda praia deserta, de areia fina emoldurada pelo verde da vegetação. Ao terminar o passeio pela praia, iniciamos um trekking sobre passarelas de madeira em um manguezal. O lugar é belíssimo e já serviu de palco para um concerto de música clássica. Fico imaginando o privilégio de poder escutar um concerto naquele local tão rústico e belo.

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Por fim, fazemos um passeio de regresso à fazenda montados em búfalos mansos. No início fiquei receosa, por não ter intimidade com montaria, mas depois vi que não oferecia perigo e os búfalos eram bem treinados. Quando chegamos à fazenda, a proprietária, Dona Jerônima, nos esperava com um delicioso bolo e um suco de fruta regional.

Em Marajó, se você não for vegetariano, experimente a carne de búfalo. Os restaurantes, em geral, oferecem comida caseira bem preparada.  Outra pedida também é o queijo de marajó.

Soure, é um lugar para quem gosta de natureza, simplicidade e gente acolhedora. Vá com tempo para se deliciar neste lugar paradisíaco, no Norte do Brasil.

Dicas:

  • A empresa que faz o transporte Belém – Marajó é a Tapajós: http://www.tapajosexpresso.com.br
  • A passagem pode ser comprada online ou diretamente no Porto de Belém.

    Endereço: Av. Marechal Hermes, nº901
    Belém – PA
    CEP: 66053150
    Fone: (91) 993406804

    Sugiro comprar com antecedência. A viagem em catamarã dura duas horas. A primeira parada é em Soure   e depois segue para Salvaterra, do outro lado de Soure, uns 15 minutos a mais.

  • Há pequenas pousadas bem simples em Soure, pode-se reservar pela Internet ou deixar para procurar quando chegar lá. Em alta temporada aconselha-se reservar antes.
  • As praias ficam distantes do Centro de Soure, então é fundamental contratar um motoqueiro para lhe levar às praias. Combine o preço com antecedência e o contrate por um dia inteiro ou mais se quiser explorar várias praias no mesmo dia.
  • Não deixe de visitar a Fazenda São Jerônimo. O preço é alto, mas vale a pena. São várias experiências em um só passeio.
  • Use repelente. Os mosquitos podem atacar. Não esqueça também de filtro solar e boné.
  • As praias de Pesqueiro e Barra Velha em Soure valem a visita.
  • Reserve, pelo menos, duas noites para Marajó, assim você poderá conhecer com mais calma, Soure e Salvaterra.
  • Se tiver a oportunidade de alugar uma bicicleta para descobrir a ilha será uma boa pedida.
  • Estando em Marajó, experimente a carne de búfalo, assim como o seu queijo.
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