Atualmente as pessoas têm viajado muito. Mais do que antes, estão saindo de suas cidades para conhecer um novo destino, hospedando-se em hotéis, pousadas, casas de amigos, mas ainda não são muitas as pessoas que tem a real dimensão do que seja viajar. Existem várias definições no dicionário para o verbo viajar, mas a melhor definição que encontrei foi resumida em três palavras: Viajar é partir. Entendi imediatamente. Não é partir no sentido físico da palavra, mas sim mental, espiritual. Muitas pessoas ao chegar a um destino começam a fazer comparações com sua cidade, seu país, com suas praias, suas montanhas. Mas comparar é voltar, é se transportar para o que você já conhece, ao contrário de viajar que é partir, é despreender-se de tudo que já conhecemos e abrir os olhos para o novo.
Em uma viagem, não devemos ficar presos a conceitos de melhor ou pior, e sim de diferente. Curtir cada diversidade como única. A verdadeira aventura de partir é estar aberta ao desconhecido. Deixar para trás todas as nossas referências e buscar outras. Para se aproveitar uma viagem, para se desfrutar do local onde nos encontramos, é preciso estar feliz em nossa cidade, em nossa casa antes de partir. Na verdade o roteiro tem um papel secundário na nossa viagem. Para estar feliz no Japão é preciso ser feliz no Brasil antes de viajar. As paisagens do Japão não vão fazê-lo mais ou menos feliz, elas existem por si mesmas, elas vão simplesmente reforçar a energia que já existe dentro de você, que o acompanha em todos os dias e minutos de sua vida. Viajar não é solução, e sim emoção, disposição para abraçar o novo, é a aceitação da diferença. A maior mala que carregamos em uma viagem somos nós mesmos e esta pode estar leve ou extremamente pesada.
Nas minhas andanças pelo mundo, presencio, às vezes , nos hotéis e restaurantes, situações tristes em que alguns reclamam demasiado da comida, do colchão, da ducha e não percebem todas as outras coisas lindas que estão ao seu redor; o quanto são privilegiados por poderem viajar, enquanto há tantas pessoas que não têm sequer a oportunidade de sair de suas cidades. Valorizam coisas pequenas que lhes desagradam ao invés de abrir os olhos para todas as outras coisas belas que poderiam ser presenciadas e desfrutadas naquele momento único.
Observando o comportamento humano, vou aprendendo que para ser feliz é preciso ter acima de tudo, sabedoria e sensibilidade.
Ana,
Também desde jovem que a geografia fascina-me,os primeiros atlas que vi foram mapas de 1850,eram da minha avó,e depois outros foram passando pela minha vista.
Viajar por vezes é somente fugir do sitio ou de nós mesmos,e nada encontrar no caminho,esta é uma angustia de alguns…no entanto a Viagem verdadeira é abrimo-nos ao Mundo,deixarmos levar pelas brisas diferentes dos novos horizontes espaciais e humanos e regressar mais rico a casa.
Já estive no Brasil e regressarei,parte do espírito dele está em mim,e são estas as lembranças mais preciosas que trazemos dos lugares,estão dentro do nosso coração.
Abraço amiga,
joao
Por: jonno em outubro 8, 2008
às 2:23 am
É, como viajar pela Índia… Se viajar para ficar se preocupando com a pobreza e miséria, não curtirá o quão bacana é o país e seus habitantes.
Por: Alexandre em outubro 12, 2008
às 1:26 pm