Quando falamos em arquipélagos brasileiros, todos se lembram de Fernando de Noronha, mas no Brasil temos muitos outros, até mais distantes.
Sempre quis escrever sobre São Pedro e São Paulo, mas por um post ou outro, sempre adiava. Há algumas semanas, o jornal o Globo dedicou uma página a este território. Eu fui apresentada a São Pedro e São Paulo por uma amiga geóloga que estuda com paixão o lugar há anos e já o visitou algumas vezes. Sempre fui muito curiosa sobre este arquipélago que pertencem ao Brasil e é pouco conhecido por nós brasileiros. Se você não as conhece, vou falar um pouquinho sobre ele.
Ele fica além das 200 milhas de mar, precisamente há 1.010 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte. Lá funcionam laboratórios científicos que são ocupados permanentemente por pesquisadores. É uma área inóspita, não há hotéis nem turismo. Não há praia, vegetação e água doce. O arquipélado é rico em fauna. Há dezenas de espécies marinhas e serve também como refúgio de de aves.
É a nossa Amazônia Azul, uma imensa área como a da Amazônia em terra. É rico em biodiversidade e recursos naturais ainda não identificados
Há alguns anos estas ilhas eram vistas apenas como rochedos no meio do oceano, mas com a entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre os direitos do mar, que diz que é preciso ter ocupação humana permanente e uma zona econômica para exploraçao, conservação e também gerir recursos próprios, o Governo, então, decidiu ocupar o local, instalando ali uma base científica, ampliando também a sua zona econômica exclusiva ( ZEE ) para 450 mil quilômetros quadrados. O local funciona como pólo para estudos em várias áreas.
Quem vê aqueles dois rochedos perdidos no meio do oceano, não pode imaginar a sua importância para a comunidade de geólogos brasileiros.



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